BIOGRAFIA
Armin Linke nasceu em Milão, Itália, 1966. Vive em Milão & Berlim
2008 True North, Deutsche Guggenheim, Berlim
2007 Armin Linke, Galerie Klosterfelde, Berlim;
This Place is my Place, Kunstverein Hamburg, Alemanha
2005 Galeria Luisa Strina, São Paulo
2004 An Uneven Exchange of Power, Strorefront for Art and Architecture, Nova York
2003 50. Biennale di Venezia
Bibliografia Selecionada Transient, Milão, Skira, 2003;
4Flight, Milão, a+mbookstore Editions, 2002; MENDE, Doreen,
Selective Knowledge (cat.), Atenas, Institute for Contemporary Art and Thought/ Cultural Foundation of the National Bank of Greece, 2008.
Peter Hanappe formou-se pela Universidade de Gent, Bélgica, e pela Universidade P. et M. Curie, além de cursar o IRCAM em Paris. Sua tese de Doutorado versou sobre o tema ambientes de música e som em tempo real. Hanappe continua a realizar pesquisas sobre novos modos de criação e distribuição de conteúdo para o Sony Computer Science Laboratory de Paris.
ENTREVISTA
José Roca: A internet parece ser um ambiente natural para uma nova forma de livro – latente – cujas associações potenciais estão sendo materializadas pelas opções feitas pelo usuário/visitante dos sites. Qual a razão de materializar ainda mais um livro normal, em que a lógica da experiência é de certa forma limitada pelo formato, por sua materialidade e pela seqüência convencional da leitura?
Armin Linke: Não vejo a experiência física como limitante, mas extremamente interessante, na verdade. É essa experiência física que suscita a idéia sobre o método de produção e distribuição.
Talvez a produção final do livro nem seja tão importante, mas o fato de que a presença física das fotos originais (quando o público pode apreciar de maneira bem mais intensa do que em um site) possa suscitar melhor percepção das imagens.
É uma maneira de promover a conscientização do público ao expor, concomitantemente, a qualidade da associação e da participação encontradas na interface de um software e a qualidade da presença física de uma imagem original exposta.
José Roca: Em suas viagens pelo mundo, você tem utilizado a fotografia e o vídeo para documentar a arquitetura e sua paisagem social. Essa documentação está agora mais abrangente e mais intensa. Como se pode mediar esses arquivos para que sejam “utilizáveis”? O acesso a eles é o ponto mais importante no que diz respeito ao acúmulo de informações ou sua preocupação está direcionada a um papel mais ativo do espectador no formato que escolhe para seus arquivos?
Armin Linke: Não é tanto a questão da possibilidade de acesso que me interessa, mas o potencial dos diferentes níveis de leitura de cada fotografia.
Quanto maior o número de “níveis de leitura” uma imagem oferecer, mais interessante será. O visitante praticamente se transforma em um arqueólogo do presente – quando o tempo e a escala de dimensão se dissolvem – e insere sua própria narrativa ao apreciar as fotos, não somente pelo seu conteúdo documental mas também pelos detalhes poéticos.
José Roca é curador colombiano, Diretor Artístico da Philagrafika 2010. Vive e trabalha em Bogotá e Filadélfia.