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assume vivid astro focus
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assume vivid astro focus em colaboração com Black Meteoric Star, Vava Dudu & Voin de Voin. Performance para Super #3. Maison des Arts de Creteil, Paris.

assume vivid astro focus em colaboração com Black Meteoric Star, Vava Dudu & Voin de Voin. Performance para Super #3. Maison des Arts de Creteil, Paris.   (Yves Malenfer)

ABSOLUTELY VENOMOUS ACCURATELY FALLACIOUS (NATURALLY DELICIOUS) [absolutamente venenoso apuradamente falacioso (naturalmente delicioso)], 2008. Instalação. Deitch Studios, Long Island City, Nova York.

ABSOLUTELY VENOMOUS ACCURATELY FALLACIOUS (NATURALLY DELICIOUS) [absolutamente venenoso apuradamente falacioso (naturalmente delicioso)], 2008. Instalação. Deitch Studios, Long Island City, Nova York.   (Tom Powel)

BIOGRAFIA

assume vivid astro focus foi criado em 2000. Baseado em Nova York & Paris 2008 antonella varicella arabella fiorella, projeto público para ENEL Contemporanea, Roma 2007 Concrete Waves: An Homage to Skateboard Culture, P.S.1 & Art Basel Miami Beach, Miami; 1st Athens Biennial 2007 2006 Open call, Kunsthalle Wien, Viena; Faces, bodies and contemporary signs of Ernesto Esposito’s collection, Museo D’Arte Contemporanea Donna Regina – MADRe, Nápoles 2004 assume vivid astro focus IX, projeto público para o Central Park em conjunto com a Whitney Biennial, Nova York Bibliografia Selecionada “assume vivid astro focus”, Art Review, julho-agosto 2007; GENOCCHIO, Benjamin, “Assume Vivid Astro Focus: A Very Anxious Feeling”, The New York Times, Weekend Arts, 11 de Maio, 2007; MEYERS, Julian, “Ecstasy Review”, Frieze, janeiro-fevereiro, 2006, pp.145.
ENTREVISTA

Yuko Hasegawa: Você me disse que procura diferentes ferramentas de comunicação de acordo com a nacionalidade e a formação cultural. Eu imaginava que houvesse meios de comunicação universais. Qual a importância desses elementos para o seu trabalho?

assume vivid astro focus: Nossa pesquisa local geralmente se dedica à busca de inspirações para descobrirmos novas ferramentas – e acreditamos que sejam, na sua maioria, universais, muito embora primeiro originadas em uma localidade específica. A escolha de diferentes ferramentas pode surgir de nossa exposição a um dado cenário e ser determinada pelos diferentes ambientes culturais. Nossa intenção é, em geral, tentar transformar o local em universal à medida que combinamos diferentes estratégias e inspirações em cada projeto em que estamos envolvidos. Não acreditamos em um raciocínio linear ou em uma estratégia única. Por isso, nossa obra jamais pode ser percebida e compreendida apenas de uma maneira. Acreditamos na percepção em forma de uma espiral infinita que pode se abrir e fechar, pois o que nossa obra tem de maior valor é o todo, e não as partes.

Yuko Hasegawa: Que tipo de pesquisa você fez para seu trabalho no Deitch Studios e no Queens, e como você reagiu a esses lugares?

assume vivid astro focus: O principal conceito por trás da nossa exposição no Deitch, em Long Island City, foi demolição. Há algum tempo temos interesse em locais de construção/destruição e relacionamos esses locais à arquitetura mais “espontânea” das favelas.

A falsa estrutura rosa da fachada no meio da galeria principal é uma homenagem ao típico estilo de casas do Brooklyn que está desaparecendo rapidamente, pois não mantém um valor histórico evidente. Passamos dois meses em uma perua visitando várias áreas no Brooklyn e no Queens e recolhendo madeira e outros materiais descartados em vários locais de demolição.

O espaço no Deitch era o cenário perfeito para um comentário a essa situação. Primeiro porque o local em si, uma grande galeria de Nova York abrindo um novo espaço no Queens, ilustra a melhoria de uma área em processo tão rápido de mudança. Ao mesmo tempo, sua localização – um galpão às margens do rio, com uma vista incrível da silhueta dos prédios de Manhattan – propicia a paisagem mais idílica da cidade de Nova York, o cartão-postal perfeito: irreal, como um sonho.

Inspirados por tudo isso, decidimos colocar a peça nuclear de néon em estilo de cartoon (a explosão de uma bomba atômica de néon, em colaboração com o artista Kenny Scharf, baseada em uma das imagens da bomba nuclear que ele utilizou em suas pinturas na década de 1980) bem na frente da silhueta dos prédios. Para nós, um efeito quase dúbio: um comentário sobre a destruição dessa imagem ideal da cidade de Nova York pela recente explosão imobiliária e, ao mesmo tempo, a proposta de um alerta para que alguma atitude fosse tomada, para um novo começo, um reinício utópico em que a própria população poderia bombardear o status quo.

Yuko Hasegawa: Quais são suas expectativas com relação ao conceito de multidisciplinaridade e como pretende trabalhar no contexto da 28ª Bienal de São Paulo?

assume vivid astro focus: Em nossa obra, a multidisciplinaridade é uma ferramenta para atingir nossos espectadores enquanto propomos diferentes maneiras de estabelecer ligações. Gostaríamos que o espaço para nosso projeto tivesse maior acesso ao parque, conforme o plano original (retirando todas as janelas), transformando-o em uma espécie de espaço sobre pilotis, uma passagem que pudesse ser visitada espontaneamente pelos transeuntes do Parque do Ibirapuera. De qualquer forma, vamos propor um lugar de surpresas e descobertas, um espaço orgânico vivo que vai influenciar o público e que será influenciado por ele. Vamos oferecer algumas ações diferentes durante toda a semana enquanto construímos a estrutura principal para a performance final (com Black Meteoric Star). Essas ações incluem várias atividades, entre elas palestras, uma boate, projeções, workshops, performances, aulas de dança, grafite etc. Vemos nossa função nesse projeto como incitadores, fomentadores, provocadores, suscitadores das crenças primordiais de liberdade e unificação, conhecimento, força e ampliação do foco.


Yuko Hasegawa é curadora do Museu de Arte Contemporânea de Tóquio (MOT).

PROJETOS - 28ª BIENAL DE SÃO PAULO

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2008 , Praça - Térreo

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