Imprensa
Equipe
Parceiros

login
registre-se

português
english

Navegue pelo site da Bienal e crie conexões comentadas entre as páginas que escolher. O que é isso?

Arraste as páginas visitadas para a linha de baixo para montar o seu percurso comentado. HISTÓRICO

PT
MEU PERCURSO   Faça seu LOGIN para criar um percurso.
Participantes
Peter Friedl
Artistas
PLAYGROUNDS, 1995-2007. Vista da instalação: Musée d’Art Contemporain, Marseille – MAC, 2007. Slides digitalizados, 6 projeções em parede. Dimensões variáveis. Cortesia: artista & Museion – Museo d’Arte Moderna e Contemporanea, Bolzano.

PLAYGROUNDS, 1995-2007. Vista da instalação: Musée d’Art Contemporain, Marseille – MAC, 2007. Slides digitalizados, 6 projeções em parede. Dimensões variáveis. Cortesia: artista & Museion – Museo d’Arte Moderna e Contemporanea, Bolzano.   (William Squitieri)

BIOGRAFIA

Peter Friedl nasceu em Oberneukirchen, Áustria, 1960. Vive in situ 2008 Working, Kunsthalle Basel, Suíça 2007 Documenta 12 2006 Work 1964–2006, Museu d’Art Contemporani de Barcelona; Miami Art Central/Miami Art Museum; e Musée d’art Contemporain, Marselha, França 2002 luttesdesclasses, Institut d’art Contemporain, Villeurbanne, França 1999 48. Biennale di Venezia 1997 Documenta X Bibliografia Selecionada BAL, Mieke, “De-centering: The Fragility of Mastery” IN: Peter Friedl: Work 1964–2006 (cat.), Barcelona, Museu d’Art Contemporani de Barcelona – MACBA, 2006, pp. 79–108; CHEVRIER, Jean-François, “A Global Playground” IN: Peter Friedl: Playgrounds, Göttingen, Steidl Publishers, 2008, pp. 5–15; FRIEDL, Peter, Trabalhando no Copan / Working at Copan, Berlim/ Nova York, Sternberg Press, 2007.
ENTREVISTA

Jean-Pierre Rehm: Muitas de suas obras têm como tema a infância: Peterchen [Pedrinho] (1992–95), Playgrounds (1995– ), King Kong (2001), o livro com monólogos de crianças, Four or Five Roses [Quatro ou cinco rosas], e muitas outras. Como se sabe, a infância está, por um lado, relacionada ao tema romântico da inocência e das origens, mas também, especialmente nos dias de hoje, a um mercado que visa a um novo segmento de consumidores – o final da infância como terra incognita. Por que há tanta insistência? E como estaria este aspecto inserido na arte “crítica” se considerarmos obras de arte recentes que têm como tema as crianças, prisioneiras, digamos assim, da era “pós-pop”?

Peter Friedl: Na verdade, eu diria que algumas das minhas obras tratam da representação da infância, e não da “infância” propriamente dita: tratam da infância e das questões a ela relacionadas, o que pode ser uma opção estratégica, pois decidi usar os recursos de equívocos positivos. É sempre divertido começar com um problema lingüístico, por exemplo. Quero dizer, o que aconteceria se, antes de se tornarem muito complexos, temas relativamente complexos fossem tratados em outro nível, um nível mais inadequado? Por exemplo, o nível da criança em oposição ao nível do adulto; o subalterno em oposição a qualquer outra coisa, a todos os desejos mais malucos que possa esconder. Há ainda muitos outros níveis para serem trabalhados, como o de uma opinião pessoal política exacerbada, ou o do rigor do documentário. Na minha opinião, estas são soluções específicas de gêneros. Os problemas estéticos só podem ser resolvidos quando podemos colocá-los entre parênteses, quando os “exibimos” (o que nunca é normal), quando de alguma forma os transformamos em programa estratégico. Evidentemente, eles não existem para satisfazer a sede de clareza, o que neste caso seriam as expectativas adequadas da “infância”, sejam elas românticas ou anti-românticas. Por outro lado, não há a preocupação de se ficar sem assunto.

Jean-Pierre Rehm: Poderia ser mais específico quando diz que “os problemas estéticos só podem ser resolvidos quando podemos colocá-los entre parênteses, quando os ‘exibimos’ (o que nunca é normal), ou quando de alguma forma os transformamos em programa estratégico?” Em sua opinião, seriam três maneiras diferentes de resolver problemas aqui? Exibir é uma maneira de inserir parênteses?

Peter Friedl: É como a Santíssima Trindade… Eu realmente não sei quantas maneiras existem de resolver os problemas, ou que tipos de problemas, mas sim, concordo que sua exposição seja um meio e, conseqüentemente, isso também tem uma história. “História” – ou melhor, mais história – não é, necessariamente, uma opção melhor que “não ter história”: apenas demonstra como as coisas são consideradas para se inter-relacionarem, e que influências estas relações poderiam exercer. Como se sabe, exibir significa, entre outras coisas, que o “display” acaba ficando mais proeminente. E display significa: diferentes pedestais, molduras, paredes, projeções, arenas, etc. (visíveis ou não). Gosto de pensar em algumas das minhas obras como instrumentos a ser utilizados, o que não quer dizer que a forma seja relativa ou algo que se possa negligenciar.

Jean-Pierre Rehm: Poderia dar alguns exemplos, começando com Playgrounds e Four or Five Roses?

Peter Friedl: Playgrounds é um projeto em andamento: são apenas slides de fotos que eu mesmo tirei de playgrounds públicos no mundo todo. Os comentários, o discurso, e todas as outras informações de fundo são invisíveis e se tornaram parte da série. Pode-se dizer que as fotos – todas no formato paisagem (horizontal) – são referências ao gênero da fotografia conceitual, de natureza bastante indiferente às interpretações, e até mesmo a como são apresentadas se não forem projetadas digitalmente em formato mais ou menos adequado para crianças. Alguém escreveu, certa vez, que as fotos são todas de playgrounds vazios. Claro que isso não é verdade. E, então, a gente vê o que as pessoas entendem que seja o conteúdo, e o que elas querem como conteúdo. Algumas fotos mostram playgrounds vazios, pois aconteceu de não haver pessoas naquele momento – as crianças estavam na escola.

* Trecho editado de entrevista revisada e ampliada, originalmente publicada como “Malentendus en chantier”, Multitudes, 17:183-92, Summer 2004, pp. 183-192.


Jean-Pierre Rehm é critico de arte e cinema, professor da Escola de Arte de Lyon e é diretor da fidMarseille (Festival Internacional de Cinema Documental).

PROJETOS - 28ª BIENAL DE SÃO PAULO

Conteúdo atualizado Projetos com conteúdo atualizado

Playgrounds
1995-2008 , Exposição - 3º Andar

|

CONTEÚDOS RELACIONADOS

Parque do Ibirapuera, Portão 3
CEP 04094-000 São Paulo, SP Brasil
T 55 11 5576-7600 F 55 11 5549-0230

Desenvolvido por

Tecnopop

Fundação Bienal de São Paulo