A transformação do andar térreo do Pavilhão Ciccillo Matarazzo numa praça pública, como no desenho original de Oscar Niemeyer para o parque em 1953, sugere uma nova relação da Bienal com o seu entorno – o parque, a cidade –, que se abre como a ágora na tradição da polis grega, um espaço para encontros, confrontos, fricções. Com programação intensa durante as seis semanas do evento, esse espaço abrigará apresentações de música, dança, performances, cinema – sempre a partir de propostas que entendam a “praça” como um espaço de convívio social no tempo presente –, procurando gerar energia para uma aeração do edifício, assim como para a consolidação da mostra como um espaço social temporário, gerador de uma potência criativa que perpassa tanto artistas quanto público reunidos em seus acontecimentos.